segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Deixando nossa casa ;(

Era 1º de julho de 2014, Helô completava 8 meses e estávamos saindo do nosso apartamento praticamente correndo...
Há 40 dias havíamos fechado um negócio de venda bem conveniente para nós pelo âmbito financeiro e nele praticamente deixamos para trás todos os itens materiais que nos acompanharam nos quase 5 anos morando no Solar Tolouse, Rua Roque Calage 550 ap 405, em Porto Alegre.

Foi muito triste deixar todas as nossas coisinhas lá mas o mais triste era saber que por alguns vários meses estaríamos privando nossa filha de ter sua própria casa. Isso pq o nosso novo lar estava longe de ficar pronto (previsão para janeiro/2015) e durante esse período combinamos de ficar morando na casa da minha sogra, Marisa.

A Marisa é uma pessoa muito querida e gosta de ajudar, quanto a isso estaríamos muito bem resguardados. Mas o fato de tirar uma criança do seu habitat para morar na "casa dos outros" é uma decisão um pouco irresponsável.
Por mais que o convívio com a avó seja saudável, o convívio intenso pode gerar estresse... Sim, pq cada um quer criar seus filhos como acha melhor e de uma hora para outra, além do casal opinar agora existe uma terceira pessoa, que com muita boa vontade, tb quer dar palpites. (Aff!)

A convivência com a Marisa em geral é boa, salvo alguns atritos comuns de pessoas que não foram criadas da mesma forma. O mais difícil mesmo é conviver com a responsabilidade de deixar nossa filha num ambiente diferente do que deveria ser. Na nossa casa eu gostaria de ter atrasado ao máximo o contato da Helô com um tablet, por exemplo. Mas na casa da avó, com mais gente tentando "acalmar" um bebê calmo, o contato prematuro com o tablet acabou acontecendo.

Não tenho nada contra crianças assistirem à vídeos mas prefiro que seja na televisão ou em último caso em outra mídia, qdo for a última alternativa de distração.
Eu sou totalmente contra usar vídeos para deixar o bebê hipnotizado, bebês precisam brincar com os seus brinquedos de bebês  e esse contato prematuro com tablets atrapalha tudo!
Meu medo é que Helô vire uma dessas crianças que não socializam e ao invés de interagirem com outras crianças, preferem ficar na frente de um tablet jogando ou vendo vídeos.

O nosso erro foi achar que aquele pacotinho de 8 meses se manteria assim durante todo esse período (não sei onde estávamos com a cabeça, eles crescem muuuito rápido). Na nossa cabeça, era ir pra casa da avó, ficar meio ano e fim, sem influência nenhuma na formação que gostaríamos que ela tivesse! é obvio que numa casa com mais pessoas automaticamente as influências acontecem e nem sempre a vontade dos pais vira "Amém", é natural que isso aconteça. 

Enfim, de um modo geral esses meses não tem sido fáceis mas não podemos ser mal agradecidos pois Marisa nos deu uma baita força nos hospedando na casa dela por todo esse tempo. Mas, com relação à Heloísa, definitivamente não foi uma decisão acertada. Criança precisa de rotina, de pais que tenham uniformidade na hora de educar e não de 3 adultos puxando uma para cada lado.

Agora já falta pouco para a nossa mudança, mas talvez  voltar a ter um lar só nosso não seja a única mudança do nosso ano de 2015... Coisas novas e incertas estão por vir e irão sim afetar a nossa rotina familiar drasticamente, mas desta vez para melhor!
Seguem cenas do próximo capítulo.

(PS: Nesse meio tempo o mercado imobiliário mudou muito no nosso país e o grande negócio que havíamos feito na compra do nosso novo apartamento "na planta" já não era assim um ótimo negócio. A verdade é que poderíamos ter pego o dinheiro da venda do nosso antigo apartamento e comprado um belo apartamento pronto. Foi por isso que coloquei nosso futuro imóvel a venda, com a finalidade de recuperar a entrada que demos nele e então comprar um outro pronto, sem ter que esperar até 2015.
Mas, com o mercado desaquecido não tivemos propostas pelo apartamento na planta e ainda estamos morando na casa da Marisa aguardando a entrega do nosso novo apartamento, que já está atrasada, visto que seria entregue em janeiro e já estamos no meio de fevereiro.)

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